ATIVIDADE: Tempo de falar
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Leiamos
algumas máximas, ou aforismos, ou picles, como queiram. São pequenas frases que
colocam o leitor em reflexão. Ou fazem com que o leitor mude seu modo de
pensar.
Já se
notou que o ditado popular é radical. Ele encerra uma verdade eterna. É
perigoso por isso. É comum se ouvir: “ Dize-me com quem andas, que eu te direi
quem és”. E um gaiato respondeu: “E o que Judas fazia com Jesus Cristo?” Vamos
fazer como que esse gaiato, desestruturar os ditados, as frases feitas, as
frases congeladas: “Liberdade é uma calça velha, azul e desbotada.” Tentaremos
criar algumas máximas ou picles. Agora, alguns exemplos, retirados das Máximas
da Tia Zulmira, de Stanislaw Ponte Preta:
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Entre as
três coisas melhores desta vida, comer está em segundo e dormir em terceiro.
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Enquanto
houver mandioca, a farinha está garantida.
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A
política tem esta desvantagem: de vez em quando o sujeito vai preso, em nome da
liberdade.
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O amor é
eterno, nós é que estamos sempre a transferi-lo para outra repartição.
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Malandro
prevenido dorme de botina.
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Mulher e livro ... emprestou, volta estragado.
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Mais
vale um filé em casa do que um boi no açougue
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As
coisas que mais contribuem para avacalhar a dignidade de um homem são bofetão
de mulher, tombo de bunda no chão e dor de barriga..
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Mosquito
sabido morde primeiro e faz o zunido depois.
Em
Reflexões sem dor, Millôr Fernandes condensa a verdade também em pequenas
frases, por exemplo:
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Um país só tem verdadeira liberdade de
expressão quando um homem pode dizer em público, bem alto, tudo o que lhe vem à
cabeça ao bater o martelo no dedo.
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O pobre
trabalha para comer. O rico trabalha para comer fora.
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O
silêncio é de prata, tempo é dinheiro, mas nem tudo que reluz é ouro.
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Queridinho
é o nome de solteiro do marido.
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Sansão,
sim, é que era um espetáculo. Quando acabou seu show a casa veio abaixo.
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Uma
coisa é definitiva: quem se curva diante dos opressores mostra o traseiro aos
oprimidos.
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Amor com
amor se pega.
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Não
somos a imagem de Deus. Somos apenas a sua autocrítica.
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Pensar –
eis um verbo reflexivo.
Agora é
a vez de Mário da Silva Brito, que criou o desaforismo. Aforismo é a arte de condensar a verdade numa sentença
iluminada.
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Amai-vos
uns ás outras.
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Ofício
de bombeiro é fogo!
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Sereia –
mulher de ex-cama.
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Ai que
saudade que tenho da Aurora da minha vida!
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Quem dá
aos pobres, empresta a Deus. Pela escassez
das esmolas, parece que Deus anda de crédito baixo.
Vejam, também, algumas imagens!
2- Agora
é a sua vez. Daremos uma série de provérbios e esperamos que você interfira
neles mudando o seu sentido, como no exemplo que se segue; “Quem cedo madruga
fica com sono o dia inteiro”, ou “muitos serão os chamados e poucos os
atendidos”. Isso é da Bíblia ou da Telefônica?
a)
Quem
cala consente.
b)
Em terra
de cego, quem tem um olho é rei.
c)
Mais
vale um pássaro na mão do que dois voando.
d)
Água
mole em pedra dura tanto bate até que fura.
e)
Pimenta
nos olhos dos outros é refresco.
f)
Cão que
ladra não morde.
3- Depois de concluído, passe a limpo.