quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Atividade 4


 ATIVIDADE: Tempo de falar


Leiamos algumas máximas, ou aforismos, ou picles, como queiram. São pequenas frases que colocam o leitor em reflexão. Ou fazem com que o leitor mude seu modo de pensar.
Já se notou que o ditado popular é radical. Ele encerra uma verdade eterna. É perigoso por isso. É comum se ouvir: “ Dize-me com quem andas, que eu te direi quem és”. E um gaiato respondeu: “E o que Judas fazia com Jesus Cristo?” Vamos fazer como que esse gaiato, desestruturar os ditados, as frases feitas, as frases congeladas: “Liberdade é uma calça velha, azul e desbotada.” Tentaremos criar algumas máximas ou picles. Agora, alguns exemplos, retirados das Máximas da Tia Zulmira, de Stanislaw Ponte Preta:
·         Entre as três coisas melhores desta vida, comer está em segundo e dormir em terceiro.
·         Enquanto houver mandioca, a farinha está garantida.
·         A política tem esta desvantagem: de vez em quando o sujeito vai preso, em nome da liberdade.
·         O amor é eterno, nós é que estamos sempre a transferi-lo para outra repartição.
·         Malandro prevenido dorme de botina.
·         Mulher  e livro ... emprestou, volta estragado.
·         Mais vale um filé em casa do que um boi no açougue
·         As coisas que mais contribuem para avacalhar a dignidade de um homem são bofetão de mulher, tombo de bunda no chão e dor de barriga..
·         Mosquito sabido morde primeiro e faz o zunido depois.

Em Reflexões sem dor, Millôr Fernandes condensa a verdade também em pequenas frases, por exemplo:
·          Um país só tem verdadeira liberdade de expressão quando um homem pode dizer em público, bem alto, tudo o que lhe vem à cabeça ao bater o martelo no dedo.
·         O pobre trabalha para comer. O rico trabalha para comer fora.
·         O silêncio é de prata, tempo é dinheiro, mas nem tudo que reluz é ouro.
·         Queridinho é o nome de solteiro do marido.
·         Sansão, sim, é que era um espetáculo. Quando acabou seu show a casa veio abaixo.
·         Uma coisa é definitiva: quem se curva diante dos opressores mostra o traseiro aos oprimidos.
·         Amor com amor se pega.
·         Não somos a imagem de Deus. Somos apenas a sua autocrítica.
·         Pensar – eis um verbo reflexivo.

Agora é a vez de Mário da Silva Brito, que criou o desaforismo. Aforismo é  a arte de condensar a verdade numa sentença iluminada.
·         Amai-vos uns ás outras.
·         Ofício de bombeiro é fogo!
·         Sereia – mulher de ex-cama.
·         Ai que saudade que tenho da Aurora da minha vida!
·         Quem dá aos pobres, empresta a Deus. Pela escassez  das esmolas, parece que Deus anda de crédito baixo.
Vejam, também, algumas imagens!






2- Agora é a sua vez. Daremos uma série de provérbios e esperamos que você interfira neles  mudando o seu sentido, como no exemplo que se segue; “Quem cedo madruga fica com sono o dia inteiro”, ou “muitos serão os chamados e poucos os atendidos”. Isso é da Bíblia ou da Telefônica?

a)      Quem cala consente.
b)      Em terra de cego, quem tem um olho é rei.
c)      Mais vale um pássaro na mão do que dois voando.
d)     Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
e)      Pimenta nos olhos dos outros é refresco.
f)       Cão que ladra não morde.

3- Depois de concluído, passe a limpo. 

2 comentários:

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